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No concelho de Évora existem referências
fundamentais para a história da azulejaria
portuguesa: o revestimento de composições
geométricas da Ermida de São
Brás (c.1575); os painéis
ornamentais maneiristas da Igreja do Espírito
Santo, datados de 1631; os painéis
de Gabriel del Barco para a Igreja de São
Tiago (1696); os conjuntos de António
Oliveira Bernardes para a Igreja dos Lóios
(1711) e para a Igreja da Misericórdia
(1716); os azulejos do Colégio do
Espírito Santo, atribuídos
à oficina pintor Valentim de Almeida
(1744-1746), ou o conjunto atribuído
à Fábrica Real do Rato, na
Igreja do Convento das Mercês.
Menos conhecidas mas nem por isso menos
interessantes, as pequenas igrejas dos arredores
de Évora - Nossa Senhora da Graça
do Divor, Nossa Senhora da Boa Fé
e São Miguel de Machede -, localizadas
num contexto ainda hoje rural, foram objecto
de encomendas que, assumindo influências
do vocabulário ornamental Maneirista,
Barroco e Rococó, demonstram a versatilidade
expressiva do azulejo, afinal, uma das razões
preponderantes para a sua eleição
como uma das artes plásticas mais
características de Portugal.
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