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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Virgem do Paraíso.
Virgem do Paraíso
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem do Ó ou da Expectação.
Virgem do Ó ou da Expectação
Assunção da Virgem.
Assunção da Virgem
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia.
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Presépio - Grupo escultórico.
Presépio - Grupo escultórico
Virgem do Rosário.
Virgem do Rosário
Nossa Senhora da Graça.
Nossa Senhora da Graça
Nossa Senhora da Piedade.
Nossa Senhora da Piedade
Nossa Senhora do Rosário.
Nossa Senhora do Rosário
Dormição da Virgem.
Dormição da Virgem
Nossa Senhora da Assunção.
Nossa Senhora da Assunção
Nossa Senhora da Boa Fé.
Nossa Senhora da Boa Fé
 
Atribuída às oficinas de Paris - Século XIV. Materiais: marfim, madeira, prata, ouro e pérolas. Dimensões: trinta e nove centímetros e meio de altura por dezassete centímetros de largura. Tríptico de marfim que fechado representa Nossa Senhora com o Menino Jesus, sentada num trono.  A imagem abre-se em dois volantes em cujo interior estão representadas cenas da iconografia mariana: Anunciação, Ascensão de Cristo, a Assunção; o Nascimento da Virgem, o Nascimento de Jesus, a Morte da Virgem, a Coroação; a Adoração dos Magos, a Descida do Espírito Santo e a Visitação.  Estas cenas são representadas por pequenas figuras de vulto perfeito e alto relevo. A base circular de madeira revestida com prata branca, é rodeada por inscrição e apresenta no topo cercadura ondulante incisa que circunscreve os símbolos marianos.

Virgem do Paraíso

Atribuída às oficinas de Paris - séc. XIV
Marfim, madeira, prata, ouro e pérolas
Alt. 39,50 cm x Larg. 16 cm

 

   
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Uma lenda associada a esta imagem, contada no século XVIII pelo Padre Francisco da Fonseca na sua Évora Ilustrada, diz que dois peregrinos procuraram vendê-la a Isabel Afonso, eborense vizinha do convento do Paraíso. Quando quis pagá-la os peregrinos tinham desaparecido, ficando Dona Isabel com a certeza que seriam dois anjos e resolvendo doar a imagem ao convento próximo no final do século XV. Esta associação lendária é curiosa, pois a difusão deste tipo de peças na península ibérica parece ter estado claramente associada a rotas da peregrinação a Santiago de Compostela, como mostram os outros exemplares conhecidos (Santa Clara de Allariz, Ourense; San Salvador de Toldaos, Lugo, Catedral de Salamanca). O trabalho do marfim era quase desconhecido em Portugal, e tal como os outros exemplares peninsulares de "Virgens abrideiras", também esta de Évora deve ligar-se a oficinas parisienses do século XIV.

A expansão deste tipo de imagens, em que uma figura da Virgem com o Menino se abre a partir do colo para deixar ver um retábulo historiado em várias cenas do Nascimento e da Paixão, deu-se essencialmente nos séculos XIII e XIV, associando uma imagem devocional, na maioria das vezes de materiais preciosos, a uma sequência narrativa, que centrava no culto mariano os passos essenciais da história sagrada. Foram no entanto imagens sempre contestadas, exactamente pela duplicidade das leituras que criavam. Cerca de 1400 o chanceler da Universidade de Paris, Jean Gerson, criticava directamente estas imagens porque "não há beleza nem devoção em tal abertura e pode ser causa de erro e de indevoção". Apesar das críticas o seu culto manteve-se e, embora raros, existem mesmo exemplares posteriores ao Concílio de Trento.