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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Virgem do Paraíso.
Virgem do Paraíso
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem do Ó ou da Expectação.
Virgem do Ó ou da Expectação
Assunção da Virgem.
Assunção da Virgem
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia.
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Presépio - Grupo escultórico.
Presépio - Grupo escultórico
Virgem do Rosário.
Virgem do Rosário
Nossa Senhora da Graça.
Nossa Senhora da Graça
Nossa Senhora da Piedade.
Nossa Senhora da Piedade
Nossa Senhora do Rosário.
Nossa Senhora do Rosário
Dormição da Virgem.
Dormição da Virgem
Nossa Senhora da Assunção.
Nossa Senhora da Assunção
Nossa Senhora da Boa Fé.
Nossa Senhora da Boa Fé
 
Século XV. Material: mármore. Dimensões: cento e cinquenta e cinco centímetros de altura por quarenta e cinco centímetros de largura. Virgem da Expectação ou do Ó de pé e em posição frontal, com a mão esquerda pousada sobre o ventre. Tem a cabeça coberta por um véu azul debruado a dourado que lhe envolve os ombros, deixando visualizar duas madeixas de cabelo. Enverga um vestido verde debruado e decorado no peito e roda da saia a dourado, caindo em pregas verticais mas sugerindo movimento. Composição escultórica estática. A imagem apresenta repintes.

Virgem do Ó ou da Expectação

Séc. XV
Mármore
Alt. 155 cm x Larg. 45 cm

 

   
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Na nave central da Sé de Évora, do lado do Evangelho, situa-se a capela de Nossa Senhora do Ó, onde em excelente altar de talha dourada seiscentista (Cª 1690-1700) se exibe a imagem quatrocentista da Senhora do Ó, em calcário policromado. Este altar teve um enorme culto, pois quando a Sé funcionou como Paroquial era aí celebrada missa para o povo. A esta imagem foi, cerca de 1500, associada uma outra, em madeira de carvalho estofada, do Anjo Anunciador, atribuível à oficina do escultor flamengo Olivier de Gand, activo em Portugal nos alvores do séc. XVI. Esta associação, transformando o tema numa Encarnação, tem o maior interesse, pois deve ter permitido que o culto continuasse activo, mesmo depois da sua condenação pelo Concílio de Trento, e as duras palavras de crítica do teólogo Molanus de Louvaina. O tema da Virgem grávida é de origem bizantina e aparece, por via italiana, na arte ocidental apenas no século XIV. Apesar das dúvidas dos teólogos, o culto teve grande aceitação popular, pela protecção que oferecia na gravidez e no parto, a que estava associada uma das principais causas de mortalidade feminina, o que explica a grande propagação do tema em Évora, onde existe uma capela desta invocação (na Porta de Avis), e a presença na capela de S. Pedro de outra imagem do tema, em calcário, de fins do século XIV, talvez uma das mais antigas representações portuguesas.