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Assunção da Virgem
Séc. XV
Alabastro
Alt. 41 cm x Larg. 27,50 cm
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| Alguns
centros artísticos desenvolveram de
tal maneira a sua especialização
e capacidade comercial que se transformaram
em verdadeiras indústrias difundindo
exemplares para todo o espaço europeu.
São os casos dos esmaltes de Limoges,
dos trabalhos de cobre de Nuremberga, das
esculturinhas de Malines, dos retábulos
de Antuérpia ou, como aqui, dos alabastros
de Nottingham. Explorando as jazidas de alabastro
nos Midlands ingleses, nas zonas de Derbyshire
e Staffordshire, a pouco mais de 20 km de
Nottingham desenvolveu-se uma indústria
artística de grande importância
a partir do século XIV e até
meados do século XVI, dedicando-se
inicialmente à produção
de túmulos e mais tarde de placas que
podiam ser usadas isoladamente ou formando
pequenos retábulos de 5 ou 7 peças,
agrupadas em conjuntos temáticos como
a Vida da Virgem e a Paixão de Cristo.
Esta placa, datável de meados do século
XV, pertenceu talvez a um desses retábulos.
Como é normal, apesar da execução
correcta e preciosa, que a brandura do material
autorizava, tratavam-se de modelos quase sempre
repetidos, executados em série. Não
é por isso de estranhar que encontremos
exemplares muito semelhantes, como é
o caso entre esta placa e a nº invº
27 do Museu Nacional de Arte Antiga. A análise
da peça do Museu permite-nos identificar
com segurança a figura ajoelhada à
direita da Virgem, parcialmente quebrada na
escultura alentejana, como S. Tomé
recebendo o cinturão mariano para contrariar
a sua incredulidade. |
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