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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Virgem do Paraíso.
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Virgem com o Menino.
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Virgem do Ó ou da Expectação.
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Assunção da Virgem.
Assunção da Virgem
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia.
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Presépio - Grupo escultórico.
Presépio - Grupo escultórico
Virgem do Rosário.
Virgem do Rosário
Nossa Senhora da Graça.
Nossa Senhora da Graça
Nossa Senhora da Piedade.
Nossa Senhora da Piedade
Nossa Senhora do Rosário.
Nossa Senhora do Rosário
Dormição da Virgem.
Dormição da Virgem
Nossa Senhora da Assunção.
Nossa Senhora da Assunção
Nossa Senhora da Boa Fé.
Nossa Senhora da Boa Fé
 
Século XVI. Material: barro. Dimensões: cinquenta e cinco centímetros de largura, por cento e vinte e oito centímetros de altura. Imagem de Nossa Senhora da Ajuda de pé e frontal segurando na mão direita o Menino Jesus. Tem o rosto bastante alongado e algo desproporcionado, com testa pequena, olhos semi-cerrados, faces compridas e cheias e lábios fechados ensaiando um sorriso. Sobre os ombros, e caindo ao lado do corpo, tem um manto azul-escuro, que é apanhado no braço direito. Ambos são decorados com motivos florais dourados aplicados sobre policromia. O Menino segura com a mão direita e sobre os joelhos um Livro fechado, com a lombada contra o corpo, sobre o qual repousa uma Pomba. Tem as faces cheias e alongadas. Enverga túnica vermelha com o decote em V decorada com motivos já descritos. O Menino é muito pequeno e desproporcionado relativamente à Mãe. Estas imagens foram repintadas e envernizadas.

Virgem com o Menino

Séc. XVI
Terracota
Alt. 128 cm x Larg. 55 cm

 

   
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Trata-se de um dos mais antigos exemplares de escultura em barro conhecidos entre nós. As suas grandes dimensões colocam-no ao nível do que se fazia nas oficinas italianas ou sevilhanas, mas, contrariamente às técnicas aí mais divulgadas, a imagem não aparece vidrada, mas pintada, ainda que a policromia actual seja essencialmente posterior. Não foi no entanto caso único na escultura eborense, como o prova o Santo André da Torre do Salvador e sobretudo um S. Sebastião da Herdade da Fonte Coberta, que deverá ser obra do mesmo autor. A escultura é moldada numa única placa de barro de grande espessura, sem costas e de interior vazado, mas os seus modelos formais não parecem afastar-se muito da escultura em calcário da segunda metade do século XV, sendo reconhecíveis influências da oficina de mestre João Afonso no tratamento sintético das ondas dos cabelos e de Diogo Pires o Velho, no tipo de rosto e elevação do pescoço, o que parece indicar uma não especialização cerâmica do seu autor.