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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Virgem do Paraíso.
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Virgem com o Menino.
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Virgem do Ó ou da Expectação.
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Assunção da Virgem.
Assunção da Virgem
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia.
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Presépio - Grupo escultórico.
Presépio - Grupo escultórico
Virgem do Rosário.
Virgem do Rosário
Nossa Senhora da Graça.
Nossa Senhora da Graça
Nossa Senhora da Piedade.
Nossa Senhora da Piedade
Nossa Senhora do Rosário.
Nossa Senhora do Rosário
Dormição da Virgem.
Dormição da Virgem
Nossa Senhora da Assunção.
Nossa Senhora da Assunção
Nossa Senhora da Boa Fé.
Nossa Senhora da Boa Fé
 
Século .XVII/XVIII. Material: madeira. Dimensões: dezanove centímetros e meio de largura por quarenta e cinco centímetros de altura. Escultura de vulto a três quartos com as costas planas. Nossa Senhora do Rosário, de pé e frontal, e o Menino Jesus desnudo, sentado sobre o seu braço esquerdo, estão enquadrados por resplendor oval sobre nuvem estilizada com três querubins. A imagem possui a cabeça descoberta, com cabelo comprido caindo em madeixas onduladas sobre o peito e ombros. Enverga uma túnica vermelha, com fundo de linhas finas paralelas e motivos florais e vegetalistas estilizados. Envolve-a um manto lançado no ombro esquerdo, sobre o qual se senta o Menino, que cruza na cintura e é apanhado daquele lado. O Menino tem o cabelo curto com caracóis volumosos. O braço direito soerguido, provavelmente com os dedos a abençoar. O resplendor tem o bordo ondulado formando reservas ovaladas, delimitadas por contas redondas, e intercaladas por sete flores com pétalas azuis. É dourado e composto por quinze raios alternadamente ondeados e direitos, estes últimos coincidem com as flores. O fundo é vermelho com estofo dourado desenhando motivos vegetalistas miúdos.

Virgem do Rosário

Séc. XVII/XVIII
Madeira
Alt. 45 cm x Larg. 19,50 cm

 

   
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Esta escultura é bastante curiosa pela junção de influências que apresenta e também pela forma repetitiva como apresenta a sua invocação. A devoção do Rosário de Nossa Senhora surgiu na Alemanha no século XV e difundiu-se cedo em Portugal através da criação das respectivas confrarias que patrocinavam uma prática espiritual leiga intensa e aplicável a toda a sociedade. O rosário aparece presente na imagem de três formas - no desaparecido elemento que a figura transportava na mão direita, numa espécie de colar que pende do pescoço da Virgem e no duplo cordão que delimita o resplendor oval que serve de espaldar à imagem.

Este tipo de enquadramento foi muito usado nas pequenas esculturas de Malines do fim do século XV e inícios do XVI, que foram bastante populares no culto doméstico entre nós (Museu Nacional de Arte Antiga, invº 1350). A escultura que apresentamos é bastante mais tardia, devendo datar de inícios de seiscentos, mas retoma claramente este modelo, associando-o a uma certa influência orientalizante que se detecta no tratamento das nuvens e nalgum decorativismo. Da mesma invocação e cronologia é a célebre escultura em prata do Museu de Arte Sacra da Sé de Évora, doada por Diogo de Brito em 1616 à Confraria do Rosário do Convento de S. Domingos, cuja proximidade com esta obra, mesmo formal, deixa ver a popularidade do modelo na região.