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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Virgem do Paraíso.
Virgem do Paraíso
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem do Ó ou da Expectação.
Virgem do Ó ou da Expectação
Assunção da Virgem.
Assunção da Virgem
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia.
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Presépio - Grupo escultórico.
Presépio - Grupo escultórico
Virgem do Rosário.
Virgem do Rosário
Nossa Senhora da Graça.
Nossa Senhora da Graça
Nossa Senhora da Piedade.
Nossa Senhora da Piedade
Nossa Senhora do Rosário.
Nossa Senhora do Rosário
Dormição da Virgem.
Dormição da Virgem
Nossa Senhora da Assunção.
Nossa Senhora da Assunção
Nossa Senhora da Boa Fé.
Nossa Senhora da Boa Fé
 
Atribuída a um monge leigo do convento dos capuchos de Vila Viçosa. Século: XVIII. Material: madeira. Dimensões: cento e setenta centímetros de altura por cento e trinta centímetros de largura. Imagem de Nossa Senhora sentada em afloramento rochoso e encostada a uma cruz, com o filho jazendo morto sobre o regaço. Ampara-lhe as costas com a mão esquerda e tem a direita sobre as pernas. A cabeça está levemente voltada para a esquerda, com o rosto alongado em expressão declarada de sofrimento. Enverga vestes com decoração complexa e vistosa e pregueado dinâmico com grande usufruto dos jogos de luz/sombra e dos dourados do estofo. O vestido é comprido e a cabeça tapada pelo manto azul que a envolve. Os galões do vestido e manto apresentam respectivamente cercaduras com relevos florais e vegetalistas. A Imagem de Jesus é bastante teatralizada, com o corpo esguio e ossudo, coberto de equimoses e feridas. Tem a cabeça pendendo para o lado esquerdo, de cujo lado, também, o braço está caído.

Nossa Senhora da Piedade

Séc. XVIII
Madeira
Alt. 170 cm x Larg. 130 cm

 

   
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Monumental nas suas dimensões, o grupo escultórico da Virgem tomando no colo o Filho morto impressiona também pelo doloroso sentimentalismo que concentra. A tradição conventual dos Capuchos de Vila Viçosa dava a escultura como tendo sido feita por um irmão laico do convento e inaugurada em 8 de Junho de 1767, o que ajuda a compreender a interiorização que o artista faz da matriz sensorial e mórbida da piedade capucha. De facto o que mais imediatamente se retira da imagem não é tanto a sua qualidade artística, mas a intensidade crua com que projecta a memória dos momentos mais dolorosos da Paixão sobre o corpo de Cristo, reflexo de uma espiritualidade sem idealização, fundada no sofrimento e na exposição do drama humano do Redentor e a concorrente interiorização dolorosa da figura da Virgem Mãe assistente do martírio do seu filho.

De resto artisticamente o conjunto evidencia certas limitações que a imponência não esconde: um trabalho muito preso ao bloco de madeira, com um tratamento dos panejamentos algo simplificado, cujo efeito contudo melhora sensivelmente pela excelente qualidade do estofo.