Trata-se
de uma das melhores esculturas em madeira
de toda a diocese e de um dos exemplares maiores
do barroco no distrito de Évora. A
elegância clássica do rosto de
uma beleza levemente toldada pela tristeza
expressa com enorme sabedoria e contenção,
a agitação dos panos que recobrem
a figura deixando perceber o contraposto mas,
ao mesmo tempo, dinamizando enormemente a
composição, o sentido da monumentalidade,
mostram um invulgar talento que permite atribuir
a obra à oficina de Machado de Castro.