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Nossa Senhora
da Boa Fé
Séc. XV
Madeira
Alt. 100 cm x Larg. 36 cm
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O culto
de Nossa Senhora da Boa Fé ao qual
estão associadas não só
esta imagem mas também a própria
igreja e talvez mesmo a povoação
remonta, segundo os memorialistas, à
livrança de Évora da Peste no
reinado de D. Fernando. Nada resta porém
dessa época e quer os aspectos mais
antigos da construção quer esta
imagem da padroeira remontarão apenas
à primeira metade do século
XVI.
A imagem tem repinturas, nomeadamente nas
carnações, que dificultam a
sua análise, mas parece tratar-se de
uma obra flamenga, ou de Colmar, ou pelo menos
muito influenciada por estes centros. Conhecemos
em Portugal obras aproximáveis na colecção
Palmela e no Museu Nacional de Arte Antiga
(invº 1743) proveniente da colecção
Vilhena caracterizadas por uma grande idealização
do rosto e pela forma de apresentação
do Menino, muito frontal, quase em exposição,
criando uma linha diagonal em relação
ao eixo vertical da Virgem. Os panejamentos
presos à figura, com o vestido caindo
em canudos e o manto traçado sobre
ele em largas pregas em V, e o avanço
ligeiro do joelho, são outras características
da escultura do norte europeu que encontramos
na imagem.
A romã que o Menino Jesus come é
um símbolo tradicional da fecundidade,
a que S. João da Cruz dava o sentido
de atributo da perfeição divina,
enquanto que a Patrística o via como
emblema da unidade da Igreja.
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