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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Virgem do Paraíso.
Virgem do Paraíso
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem do Ó ou da Expectação.
Virgem do Ó ou da Expectação
Assunção da Virgem.
Assunção da Virgem
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia.
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Presépio - Grupo escultórico.
Presépio - Grupo escultórico
Virgem do Rosário.
Virgem do Rosário
Nossa Senhora da Graça.
Nossa Senhora da Graça
Nossa Senhora da Piedade.
Nossa Senhora da Piedade
Nossa Senhora do Rosário.
Nossa Senhora do Rosário
Dormição da Virgem.
Dormição da Virgem
Nossa Senhora da Assunção.
Nossa Senhora da Assunção
Nossa Senhora da Boa Fé.
Nossa Senhora da Boa Fé
 
Século: XV. Material: madeira. Dimensões: cem centímetros de altura por trinta e seis centímetros de largura. Nossa Senhora com o Menino, de pé e frontal sob placa verde. Sobre o peito ampara com as duas mãos o Menino Jesus, desnudo e colocado transversalmente em posição frontal, reclinado para a direita sobre um pano verde estofado. O Menino Jesus tem a cabeça inclinada para a esquerda, com o cabelo curto encaracolado. O braço direito caído, segurando uma romã, e o esquerdo levando à boca uns bagos da mesma.

Nossa Senhora
da Boa Fé

Séc. XV
Madeira
Alt. 100 cm x Larg. 36 cm

 

   
  Ampliar imagem.
   
O culto de Nossa Senhora da Boa Fé ao qual estão associadas não só esta imagem mas também a própria igreja e talvez mesmo a povoação remonta, segundo os memorialistas, à livrança de Évora da Peste no reinado de D. Fernando. Nada resta porém dessa época e quer os aspectos mais antigos da construção quer esta imagem da padroeira remontarão apenas à primeira metade do século XVI.

A imagem tem repinturas, nomeadamente nas carnações, que dificultam a sua análise, mas parece tratar-se de uma obra flamenga, ou de Colmar, ou pelo menos muito influenciada por estes centros. Conhecemos em Portugal obras aproximáveis na colecção Palmela e no Museu Nacional de Arte Antiga (invº 1743) proveniente da colecção Vilhena caracterizadas por uma grande idealização do rosto e pela forma de apresentação do Menino, muito frontal, quase em exposição, criando uma linha diagonal em relação ao eixo vertical da Virgem. Os panejamentos presos à figura, com o vestido caindo em canudos e o manto traçado sobre ele em largas pregas em V, e o avanço ligeiro do joelho, são outras características da escultura do norte europeu que encontramos na imagem.

A romã que o Menino Jesus come é um símbolo tradicional da fecundidade, a que S. João da Cruz dava o sentido de atributo da perfeição divina, enquanto que a Patrística o via como emblema da unidade da Igreja.