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Ao longo de vinte séculos, a Igreja,
permanecendo fiel à palavra do seu
Senhor na última Ceia Fazei
isto em memória de mim, tem
celebrado a eucaristia com a comunidade
dos fiéis. Esta celebração,
nascida da simplicidade do gesto de Cristo,
foi sendo ritualizada, mantendo sempre a
sua estrutura fundamental de presença,
palavra e comunhão, variando embora
a encenação dos gestos e a
forma e decoração das alfaias,
consoante as épocas e os costumes.
Nessa evolução, a veracidade
dos gestos e a qualidade dos objectos foram
sendo privilegiadas como forma de expressar
a excelência e a força simbólica
do mistério celebrado.
Uma viagem pelos objectos utilizados ritualmente
na celebração é não
só a confirmação da
fé das comunidades, como o reconhecimento
do valioso trabalho de tantos artistas,
da variedade de formas e materiais, num
desenrolar de estilos e técnicas
de épocas e lugares.
Este percurso, por algumas das alfaias do
acervo Patrimonial da Arquidiocese de Évora,
propomos que seja feito a partir do quadro
de Francisco de Campos Missa de S.
Gregório onde aparecem, em
função, os objectos mais comuns
da celebração da Missa.
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