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Missa de S. Gregório.
Missa de S. Gregório
Cruz processional.
Cruz Processional
Cálice.
Cálice
Cânon da Missa para uso dos bispos.
Cânon da Missa para uso dos bispos
Estante de missal.
Estante de missal
Sacra.
Sacra
Castiçal.
Castiçal
Galhetas.
Galhetas
Turíbulo.
Turíbulo
Naveta.
Naveta
Campainha.
Campainha
Credência.
Credência
Casula.
Casula
Mitra.
Mitra
 
Autoria de Francisco de Campos. Século dezasseis. Materiais: óleo sobre madeira. Dimensões: cento e vinte e oito centímetros e meio por cento e cinco centímetros. Num estilo que é muito próprio a Francisco de Campos, o pintor altera proporções e escalas e dispõe todos os elementos como se de um jogo puramente pictórico se tratasse, encaminhando o espectador para o essencial da representação. Alia um extremo cuidado e uma excelente técnica no desenho de pormenores, como é patente nos objectos utilizados na celebração: sobre o altar, o cálice, a sacra, a estante com o missal, os castiçais, e ao fundo a tiara, a indicar que é mesmo o Papa quem celebra. Ainda em relação com o celebrante, a cruz papal, junto ao altar do lado do evangelho. O subdiácono segura a patena e ergue-a ao alto, o diácono soleva ligeiramente a casula do celebrante e, com o turíbulo incensa a eucaristia. Sobre a credência, as galhetas com o vinho e a água. Um acólito, em primeiro plano, de costas, assinala com a campainha o momento especial da consagração. Em mancha fortemente colorida, um rico e vistoso tapete atravessa o quadro sobre a esquerda, equilibrando toda a acção que se desenrola para o lado oposto, em direcção ao Senhor ressuscitado.

Missa de S. Gregório

Autor:
Francisco de Campos
Séc. XVI (1560-1570)
Óleo sobre madeira
128,5 x 105 cm

 

   
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Francisco de Campos, notável pintor maneirista de origem neerlandesa, trabalhou alguns anos em Évora, primeiramente por encomenda do arcebispo D. João de Melo, entre 1565 e 1570, com uma série de pinturas para as capelas laterais da Sé, e em 1758 nos frescos dos tectos do Paço dos Condes de Basto. É da sua autoria esta Missa de S. Gregório, um óleo sobre madeira.

Num estilo que lhe é muito próprio, o pintor altera proporções e escalas e dispõe todos os elementos como se de um jogo puramente pictórico se tratasse, encaminhando o espectador para o essencial da representação. Segundo a lenda, durante a missa do Papa Gregório, alguém duvidara da presença real de Cristo na eucaristia. Mas eis que se dá o milagre: durante a consagração do pão, Cristo ressuscitado surge rodeado da cruz e dos instrumentos da Paixão. Um respeitoso espanto é visível nos assistentes, enquanto S. Gregório, ao centro do altar, ergue e adora a hóstia consagrada. A esta expressividade cenográfica, Francisco de Campos alia um extremo cuidado e uma excelente técnica no desenho de pormenores, como é patente nos objectos utilizados na celebração: sobre o altar, o cálice, a sacra, a estante com o missal, os castiçais, e ao fundo a tiara, a indicar que é mesmo o Papa quem celebra. Ainda em relação com o celebrante, a cruz papal, junto ao altar do lado do evangelho. O subdiácono segura a patena e ergue-a ao alto, o diácono soleva ligeiramente a casula do celebrante e, com o turíbulo incensa a eucaristia. Sobre a credência, as galhetas com o vinho e a água. Um acólito, em primeiro plano, de costas, assinala com a campainha o momento especial da consagração. Em mancha fortemente colorida, um rico e vistoso tapete atravessa o quadro sobre a esquerda, equilibrando toda a acção que se desenrola para o lado oposto, em direcção ao Senhor ressuscitado.