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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Missa de S. Gregório.
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Cruz processional.
Cruz Processional
Cálice.
Cálice
Cânon da Missa para uso dos bispos.
Cânon da Missa para uso dos bispos
Estante de missal.
Estante de missal
Sacra.
Sacra
Castiçal.
Castiçal
Galhetas.
Galhetas
Turíbulo.
Turíbulo
Naveta.
Naveta
Campainha.
Campainha
Credência.
Credência
Casula.
Casula
Mitra.
Mitra
 
Fabricada por prateiro português com data provável dos séculos catorze ou quinze. Materiais: prata e cristal-de-rocha. Dimensões: quarenta e três centímetros de altura por vinte e seis centímetros e meio de largura. Cruz processional de haste de secção cilíndrica e nó em forma de esfera achatada, profusamente relevada; transição em duplo anel liso e encaixe para a cruz, latina, em cristal de rocha. Os braços encaixam numa estrutura central de prata, quadrangular, com a figura de Cristo Crucificado em baixo-relevo. Os braços laterais, recortados, terminam em aplicação de prata, em semicírculo rematada por pináculo em forma de urna, lisa. A extremidade superior da cruz, partida, ostentaria idêntico remate.

Cruz processional

Portugal - Séc. XIV-XV
Prata e cristal de rocha
Alt. 43 cm x Larg. 26,5 cm

 

   
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Segundo as normas rituais, a cruz deve estar presente no local da celebração, lembrando aos fiéis que o Cristo presente na eucaristia é o mesmo que se entregou até à morte. Pelo menos, desde o século VI, as procissões são acompanhadas pela cruz, que é colocada junto ao altar durante as celebrações. Só muito mais tarde, já em plena idade média, se começa a fazer distinção entre a cruz de altar e a cruz processional.

Este exemplar, de prata e cristal de rocha, datável dos séculos XIV ou XV, parece ser trabalho de um prateiro português com utilização de quartzo de origem veneziana. A transparência e os reflexos do cristal adaptam-se simbólica e perfeitamente à luminosa percepção da transcendência divina. A pequena caixa envidraçada que abriga o crucifixo, coloca-o na mediação do olhar, para que seja outra a visão do mundo.