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Missa de S. Gregório.
Missa de S. Gregório
Cruz processional.
Cruz Processional
Cálice.
Cálice
Cânon da Missa para uso dos bispos.
Cânon da Missa para uso dos bispos
Estante de missal.
Estante de missal
Sacra.
Sacra
Castiçal.
Castiçal
Galhetas.
Galhetas
Turíbulo.
Turíbulo
Naveta.
Naveta
Campainha.
Campainha
Credência.
Credência
Casula.
Casula
Mitra.
Mitra
 
Fabricado provavelmente em Itália, no século dezasseis. Materiais: ouro, prata e esmaltes. Dimensões:  trinta e três centímetros de altura e dezoito centímetros de diâmetro. Cálice de ouro, decorado com esmaltes policromos: brancos, verdes, azuis, encarnados e negros. Base dividida em seis gomos relevados com as figuras dos Profetas Elias e Moisés e os quatro Evangelistas, em moldura alteada de flores de esmaltes embutidos; reverso da base brasonado e cronografado, com decoração fitomórfica e geométrica incisa, sobre tom prateado. O nó, sextavado, com reprodução miniatural de Cenas da Paixão de Cristo - Ceia do Senhor; Oração no Horto; Prisão de Jesus; Flagelação; Coroação de Espinhos e o Ecce Homo. No sub-nó figuram rostos de anjos, com asas esmaltadas a verde e azul. A copa é simples e lisa. A falsa copa apresenta decoração relevada de anjos, vestidos com vestes compridas, que sustentam medalhões ovais figurando Cenas da Paixão.

Cálice

Itália (?) – 1587
Ouro, prata, esmaltes
Alt. 33 cm x Diam. 18 cm

 

   
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O cálice e a patena são duas alfaias indispensáveis, pois recebem o vinho e o pão para a celebração eucarística. A excelência da sua função sempre originou um cuidado especial na sua feitura e na sua decoração. A prata tem sido o material escolhido e, obrigatoriamente, prata dourada no interior da copa do cálice. Ao gosto dos tempos e dos costumes o seu aspecto tem variado desde a sobriedade da ausência de decoração à riqueza e pujança de ornamentos, de que este cálice é um magnífico exemplo: o ouro, a prata e os esmaltes policromos misturam-se sabiamente permitindo enquadrar e ressaltar os excelentes baixos-relevos. Na base, os esteios da Igreja: S. Pedro, S. Paulo e os quatro evangelistas – a Palavra, alimento da Fé. A partir do nó até à copa, a paixão de Cristo assume especial relevância na sua relação com a celebração eucarística. No nó sextavado, em pequenos quadros rectangulares (45x25 mm), dá-se início à Paixão - a Ceia do Senhor, a Oração no Horto, a Prisão de Jesus, a Flagelação, a Coroação de Espinhos e Ecce Homo, – que vai continuar nos medalhões da falsa copa – Cireneu ajuda a levar a cruz a caminho do Calvário, Jesus é despojado das suas vestes, Jesus é pregado na cruz, a morte de Jesus, o descimento da cruz, a Piedade.

No fundo do cálice, a inscrição gravada à volta do brasão identifica o doador e a respectiva data, o Doutor Paulo Afonso, Conselheiro Real, Arcediago e Cónego da Sé de Évora, em 1587.