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Alfinete com rubis e diamantes
Portugal - c. 1758
Alfinete em prata e ouro com rubis,
diamantes, granadas e topázio
forrado.
Alt. 6,80 cm x Larg. 7,80 cm
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| Alfinete
em forma de ramo de flores em prata e ouro
mostrando também a típica laça
na sua porção inferior. Esta
peça representará bem a versatilidade
de usos que as jóias de setecentos
tinham, podendo ser utilizadas tanto em ornamentos
de cabeça como aplicados no traje.
Uma vez mais aqui se observam os motivos fitomórficos
característicos do período,
sendo as pétalas e corolas representadas
por gemas, ora coloridas ora incolores. No
caso particular deste alfinete, existe uma
quantidade considerável de diamantes
em talhe brilhante antigo, um deles com coloração
francamente amarelada. O período da
peça e o seu muito provável
fabrico português fará supor
que os diamantes sejam do Brasil, na altura
o maior produtor mundial desta gema, com níveis
de produção da ordem das dezenas
de milhar de quilates por ano, muitíssimo
superiores aos registados na Índia.
As pedras vermelhas são na sua maioria
rubis, de provável origem birmanesa,
sendo esta, aliás, uma procedência
bastante comum no período. Existem
aqui substitutos do rubi, designadamente três
granadas (almandina) e um topázio rosado
com forro vermelho. Dada a extrema raridade
de rubis de grandes dimensões, como
o que estaria no centro da peça, o
recurso a substitutos era uma prática
corrente, sendo utilizados vários materiais
gemológicos, tais como, por exemplo,
a espinela, a granada, a ametista forrada
e o topázio forrado. |
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