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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Resplendor de Imagem.
Resplendor de Imagem
Alfinete Ramo.
Alfinete Ramo
Alfinete com rubis e diamantes.
Alfinete com rubis e diamantes
Colar de Esmeraldas.
Colar de Esmeraldas
Grande firmal.
Grande firmal
Anel de topázio.
Anel de topázio
Cruz Relicário do Santo Espinho.
Cruz Relicário do Santo Espinho
Custódia.
Custódia
Insígnia da ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
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Rosário em âmbar.
Rosário em âmbar
Coroa de Imagem.
Coroa de Imagem
Insígnia da Ordem de Cristo.
Insígnia da Ordem de Cristo
Meio-Adereço.
Meio-Adereço
Ceptro de Imagem.
Ceptro de Imagem
Adereço em ouro com diamantes.
Adereço em ouro com diamantes
 
Portugal - Último quartel do séc. XVI. Materiais: cristal de rocha, ouro e esmalte. Dimensões: quatro centímetros e oitenta de largura por nove centímetros de altura. Cruz peitoral em cristal de rocha contendo uma relíquia do Santo Espinho no interior. É rematada por aplicações de ouro esmaltado, com motivos geométricos e falta-lhe o remate num dos braços. Na parte superior existe um aro para suspensão. Estas aplicações adaptam-se ao formato oitavado da cruz e têm nos topos motivo floral relevado com cinco pétalas esmaltadas, intercaladamente azuis e brancas com motivos dourados.

Cruz Relicário
do Santo Espinho

Portugal - séc. XVI
Cruz em cristal-de-rocha, ouro e esmalte encerrando uma relíquia do Santo Espinho
Alt. 9,00 cm x Larg. 4,80 cm

 

   
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Cruz-relicário polida em cristal-de-rocha (quartzo hialino) que guarda no seu interior uma rara relíquia do Santo Espinho. Esta peça é rematada por aplicações de ouro esmaltado, com motivos geométricos, a superior com aro de suspensão, o que sugere o seu uso como pendente, faltando-lhe o remate de um dos braços. A cruz pertenceu a D. Isabel de Bragança, mulher do infante D. Duarte, filho do rei D. Manuel I, sendo uma das raras obras que se podem atribuir a oficinas portuguesas do século XVI, estando aliás na linha de outras obras esculpidas a partir de cristal-de-rocha, muitas vezes de origem oriental (Sri Lanka). São aqui visíveis bastantes inclusões fluidas que constituem um cenário interior típico para este mineral, formando véus esbranquiçados, que podem corresponder a potenciais zonas de maior fragilidade, devendo ser, portanto, protegidas contra acções mecânicas mais violentas. Uma outra utilização devocional do quartzo hialino pode ser testemunhada em certos terços do séc. XVII e XVIII, em que as contas facetadas, em especial as correspondentes às Ave-Marias, são deste material gemológico.