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![Portugal - Primeira metade do séc. XIX. Materiais: prata, esmaltes, topázios e goshenites. Dimensões: cinco centímetros de altura por dois centímetros e noventa de largura. Insígnia em montagem de prata composta por dois elementos articulados. O superior figura um laço com botão circular cravado de gemas fixadas por pequenas garras. O elemento inferior, de formato circular, cravado de gemas que lembram flor de pétalas pontiagudas. Ao centro, observa-se a insígnia propriamente dita composta por uma estrela grande de nove pontas [a que falta a ponta superior], esmaltadas de branco e arraiadas de ouro, tendo nove estrelas pequenas do mesmo esmalte, colocadas sobre os raios entre cada uma das suas pontas [este exemplar possui apenas sete], e decorada com a coroa real sobre a ponta superior. Tem no centro, em campo de ouro fosco, a saudação angélica em cifra de ouro polido, e em circunferência, sobre faixa esmaltada em azul claro, pequenas estrelas em ouro.](imagens/roteiros/tema04/09_1.jpg) |
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Insígnia da ordem Militar de Nossa
Senhora da Conceição de Vila
Viçosa
Portugal - primeira metade
do séc. XIX
Insígnia em prata, esmaltes,
topázios e goshenites
Alt. 5,00 cm x Larg. 2,90 cm
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| Insígnia
em prata composta por dois elementos articulados,
sendo o superior um laço que se sobrepõe
e decora a insígnia propriamente dita,
estando toda a peça profusamente engastada
com gemas incolores com forro reflector. Uma
análise gemológica atenta permite
verificar que nesta peça estão
misturados topázios e berilos incolores
(goshenite), já que o seu aspecto exterior
é bastante similar induzindo em erro
um observador menos atento em virtude do elevado
brilho e bom polimento que apresentam. Estas
gemas incolores (com cravação
fechada em prata, forro ou folheta reflectora
e culatra pintada de negro) têm características
consistentes com o que habitualmente se designa
comercialmente como "minas novas",
sendo certo que esta designação
não tem qualquer valor gemológico
concreto. Diga-se que a expressão "minas
novas", possivelmente originária
no Brasil num garimpo de topázio no
alvor do séc. XIX, terá evoluído
e expandido o seu significado a diversos materiais
gemológicos nos mais variados contextos
(e.g. topázio, quartzo, berilo e vidro),
devendo-se este agrupamento de materiais incolores
ao desconhecimento da sua natureza e diferenças
gemológicas. Esta Ordem foi criada
por decreto de D. João VI a 10 de Setembro
de 1819. |
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