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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Resplendor de Imagem.
Resplendor de Imagem
Alfinete Ramo.
Alfinete Ramo
Alfinete com rubis e diamantes.
Alfinete com rubis e diamantes
Colar de Esmeraldas.
Colar de Esmeraldas
Grande firmal.
Grande firmal
Anel de topázio.
Anel de topázio
Cruz Relicário do Santo Espinho.
Cruz Relicário do Santo Espinho
Custódia.
Custódia
Insígnia da ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Insígnia da ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçoso
Rosário em âmbar.
Rosário em âmbar
Coroa de Imagem.
Coroa de Imagem
Insígnia da Ordem de Cristo.
Insígnia da Ordem de Cristo
Meio-Adereço.
Meio-Adereço
Ceptro de Imagem.
Ceptro de Imagem
Adereço em ouro com diamantes.
Adereço em ouro com diamantes
 
Portugal - séc. XVI. Materiais: ouro, diamantes e topázios. Dimensões: sete centímetros e vinte de altura por sete centímetros de largura. Coroa fechada com quatro imperiais, aro cravejado de pedras em alvéolos com ergástulos, formando quadrifólios, motivo que se repete nos imperiais. Rematado por 10 florões vasados, com volutas e contravolutas. A coroa é encimada, no ponto de cruzamento, por topázio engastado - representando o mundo - e cruz florenciada com remates trilobados com resplendor no cruzamento dos braços, em montagem de prata dourada cravejada de pedras. As aplicações de gemas são posteriores à peça.

Coroa de Imagem

Portugal - séc. XVI e XVIII
Coroa da imagem em ouro com aplicações posteriores de diamantes e topázios
Alt. 7,20 cm x Larg. 7,00 cm

 

   
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Coroa seiscentista em ouro que terá sido oferecida à igreja por Vasco da Gama, provavelmente durante a sua possível permanência em Évora entre 1507 e 1515, tendo uma inscrição no aro que assim parece indicar: "ESTA CROA DEV O SOR DVASCO DA G(a)MA".

Esta peça sofreu alterações posteriores à sua feitura original, designadamente a aplicação de muita pedraria, que pela sua natureza e lapidação indica uma data posterior à segunda metade do séc. XVIII, já que os topázios amarelos e imperiais aqui presentes começaram a chegar a Portugal apenas a partir do início da década de 1750. A quantidade de pedras, designadamente os diamantes, e os seus engastes também são concordantes com este período, o que reforça ainda mais esta determinação cronológica.

Deste enriquecimento de que a coroa foi alvo, não só do ponto de vista gemológico, mas também estético e tipológico, resultou, por exemplo, a ocultação da inscrição que constitui um elemento fundamental para a determinação da proveniência e datação da peça original que torna a peça muito interessante do ponto de vista histórico-artístico.